Produtos Trabalhos em vidro, cerâmica decorativa e utilitária, camisolas, bijutarias e instrumentos musicais.
A "Allpa" nasceu como extensão comercial da ONG peruana "IPID". O objectivo era adquirir fundos de apoio a projectos de desenvolvimento, em particular na área do artesanato. Com o tempo tornou-se uma organização autónoma, dedicando-se à produção e comercialização de artesanato peruano. Gere projectos no âmbito do artesanato, oferecendo apoio técnico e financeiro. É constituída em 80% por mulheres, sendo bem estruturada e organizada por centros de responsabilidade, onde o trabalho de equipa é evidente. A Allpa possui cerca de 18 trabalhadores fixos. Recebe apoio da ADEX - Associação de Exportadores do Peru - da qual é membro.
Produtor CIAP
Produtos Cerâmica cuzquenã e ayacuchana, joalharia em prata e pedras semi-preciosas, objectos de pedra, têxteis, bordados, etc.
A CIAP foi criada em 1992 por cinco grupos de artesãos, aos quais se juntaram outros cinco posteriormente. No total, cerca de mil pessoas se beneficiam do trabalho artesanal dos associados da CIAP. Tem uma infra-estrutura mínima e é propriedade dos grupos de base que a constituem. Todos participam na sua gestão, através de um representante que integra a direcção. Funciona como entidade facilitadora das exportações, recebendo, canalizando e preparando os pedidos para o mercado internacional. Outra das finalidades principais é a solução dos problemas no que diz respeito à saúde, educação, alimentação e organização. Para tal, os grupos de base são estimulados a abrir farmácias para a distribuição de medicamentos aos associados; criação de fundos para empréstimos em situações de emergências; criação de cozinhas comunitárias; etc.. A CIAP não aceita doações em dinheiro. É mantida exclusivamente pelos associados que pagam o aluguer dos armazéns de Lima, viagens de promoção e ordenados dos trabalhadores.
Produtor Minka
Produtos Artesanato.
A Minka foi fundada com base na experiência de alguns dos seus trabalhadores, na relação com artesãos locais. O objectivo é que os artesãos e as suas famílias consigam melhores condições de vida através do próprio trabalho. Para tal, foram implementadas algumas medidas como: investigação e estudo do mercado do artesanato; formação e troca de experiência com os produtores para, em conjunto, encontrarem formas de organização da produção e venda; apoio na solução dos problemas dos grupos e das comunidades. Esta instituição apoia cerca de 50 organizações de artesãos de Juliaca, Ayacucho, Huacho, Cuzco, Lima e outros municípios. As iniciativas levadas a cabo pela Minka permitem a avaliação das capacidades dos produtores e do seu desenvolvimento através de visitas, reuniões de coordenação, cursos, etc.
Equador
Produtor MCCH
Produtos Compotas, frutos secos, marmelada, torrões; objectos de fibra vegetal, couro, algodão e madeira, artigos de lã.
A MCCH é uma organização criada em 1985, partindo de uma experiência alternativa nos bairros do sul de Quito. O objectivo primordial é a melhoria das relações de intercâmbio e de comercialização de produtos entre a cidade e o campo, que estavam ostensivamente nas mãos dos poucos e grandes monopólios. Actualmente, reúne cerca de 400 organizações rurais e urbanas, apoiando a sua produção e ajudando a comercializar os seus produtos. Há 5 sectores em que a sua actuação é fundamental: coordenação comercial, transformação dos produtos, turismo ético, fundo comunitário (uma espécie de banco alternativo) e cursos de formação nas áreas da educação e saúde. São mais de 100 artigos confeccionados por grupos de mulheres que trabalham de forma autónoma, em casa ou nos locais de produção.
Venezuela
Produtor Tinajas
Produtos Cerâmica e artesanato de fibras naturais.
A TINAJAS é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 1986, com o objectivo de apoiar o sector artesanal, principalmente na vertente formativa, organizativa e comercial. Entre as suas actividades existem cursos de formação pessoal e comunitária, cursos de formação em gestão, um sistema de informações à escala nacional (La Carpeta del Artesano) e a comercialização dos produtos de artesanato. A TINAJAS opera a partir de Barquisimeto, uma cidade do centro oeste da Venezuela, com larga tradição artesanal. O artesanato nacional remonta às populações nativas da época pré-colombina, misturando elementos que chegaram com a conquista espanhola. Em geral, as mulheres ocupam-se dos trabalhos em barro e em fibras naturais representando 80% dos trabalhadores deste sector.
Bolívia
Produtor Q´uantati
Produtos Flautas tradicionais.
" Q´antati " significa "amanhecer. A sua finalidade é criar as condições para que " nasça um dia justo e humano ". É uma associação de artesãos índios, a quem todos os direitos são negados. A população índia é maioritariamente analfabeta e não sabe falar castelhano. Vive das suas escassas terras e o artesanato constitui uma fonte adicional de dinheiro, sobretudo quando consegue eliminar os intermediários. Os 14 grupos que integram a Q´antati participam na sua gestão e são responsáveis pela produção e comercialização dos produtos. Os benefícios com as vendas do artesanato, como as flautas tradicionais, permitiu-lhes a construção de um centro comunitário e outras conquistas sociais na Bolívia, o país mais pobre da América Latina.
Produtor ANAPQUI
Produtos quinoa
A ANAPQUI - Associação Nacional de Produtores de Quinoa - é uma organização histórica da Bolívia e também a companheira histórica do movimento do Comércio Justo e Solidário europeu. A Anapqui foi fundada como associação em 1983 e faz parte da AOPEB e da CIOEC. É uma organização estruturada com base regional e dela fazem parte outros produtores que produzem canawa, amaranto e kiwicha, plantas parecidas com a quinoa, mas de famílias botânicas diferentes. Fazem parte da Anapqui sete grupos regionais, sendo quatro da região de Potosì (com cerca de 600/700 produtores) e três da região de Oruro. Em conjunto, os produtores associados são cerca de 5000. A coordenação regional é formada por, pelo menos, dez comunidades que trabalham numa determinada região. Os orgãos da direcção são escolhidos entre os dirigentes regionais que podem ser eleitos em sede de congresso nacional (as coordenações regionais também têm esta estrutura). A direcção nacional escolhe, assim, os directores da organização: o director geral, o director comercial, o director de produção e o responsável pela contabilidade.
Produtor EL CEIBO
Produto
cacau
A El Ceibo é uma das realidades historicamente apoiadas pelo movimento do comércio justo e solidário. A fábrica da produção do cacau situa-se em El Alto. A El Ceibo é, actualmente, uma federação de cooperativas (uma verdadeira central) da qual fazem parte 37 cooperativas de produtores e um total de cerca de 800 sócios (este número varia segundo a conjuntura económica). Segundo os seus estatutos, a cooperativa organiza-se segundo um modelo tradicional: a assembleia geral elege um conselho de administração, composto por quatro membros, o conselho escolhe o director geral. O orgão de controle é constituído por um colégio sindical. A cooperativa emprega um total de 40 trabalhadores. A El Ceibo reúne cooperativas de produtores de três regiões diferentes. Os produtores cultivam cacau, mas também outros produtos, como as laranjas e hibisco. 70 % do cacau comercializado pela El Ceibo é de agricultura biológica. A El Ceibo faz parte da AOPEB, Associação dos agricultores biológicos da Bolívia.
Brasil
Produtor CCA-PR CENTRAL DE REFORMA AGRÁRIA DO PARANÁ
Produto Erva mate
A Cooperativa CCA/PR é uma das noves Centrais dos Assentados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). As CCA são cooperativas de segundo grau constituídas em vários estados brasileiros, que reúnem as cooperativas locais de produção agrozootecnológica das comunidades de agricultores ligadas ao MST. O MST é um movimento de base dos agricultores sem terra. Teve início no principio dos anos oitenta. Não serão necessárias muitas palavras para apresentar o maior movimento do mundo de agricultores que se organizam para ocupar e cultivar terras que muitas vezes estão incultas desde há vários anos. Será mais útil conhecer a realidade das formas produtivas e jurídicas através das quais organizam a produção, a transformação e a comercialização dos seus produtos e serviços, representada pelas CCA.