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> OS DEZ ANOS DA INVASÃO DO IRAQUE*
> Chipre: resgatar um paraíso fiscal*
> Do Fórum Social Mundial às revoltas árabes*
 
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OS DEZ ANOS DA INVASÃO DO IRAQUE*

O Iraque é hoje um Estado parasitário de sua população. A corrupção é regra geral, a violência nas ruas é diária e rarearam bairros mistos com xiitas, sunitas e curdos. Mas o legado dos EUA deixado ao país não começou a ser construído com a invasão de 2003, e sim trinta anos antes, com as sanções econômicas lançadas após Saddam ter invadido o Kuwait.


*em Carta Maior  ler mais

Chipre: resgatar um paraíso fiscal*

 Parece que o objeto de resgate de todos, incluindo os parlamentares, é o status de paraíso fiscal. A troika não só castiga povos inteiros para salvar os bancos, mas também está comprometida com o mercado financeiro, ainda que tenha que trair alguns de seus princípios (se é que alguma vez os teve).


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* Carta Maior

Do Fórum Social Mundial às revoltas árabes*

*Esther Vivas


Tunísia, o berço das revoltas no mundo árabe, acolhe até sábado a celebração do Fórum Social Mundial (FSM), o encontro internacional mais importante de movimentos e organizações sociais. E não é casualidade. Os promotores do FSM escolheram esse país como referência da Primavera árabe, que deu lugar à emergência de novos movimentos de contestação não só no norte de África e Médio Oriente, como “contaminou”, também, o Sul da Europa, especialmente com os ‘indignados’ no Estado espanhol, até o movimento ‘occupy‘ nos Estados Unidos.


Um novo ciclo de protesto que atingiu com força a cena internacional, marcada pela crise sistêmica e em particular os países da periferia da União Europeia, sujeitos a duras medidas de ajustamento, cortes e endividamento. A Primavera árabe foi uma lufada de ar fresco na longa noite da crise, que permitiu recuperar a confiança na ação colectiva, no “nós”. Em janeiro do 2011, Ben Ali, presidente de Tunísia, abandonava o país pela pressão da rua. Um mês mais tarde, fevereiro do 2011, repetia-se a história: Hosni Mubarak, presidente de Egito, renunciava e demitia-se do seu cargo, forçado pela mobilização social. O mundo árabe, tantas vezes estigmatizado pelo Ocidente, dava-nos uma lição de democracia.


Agora, o Fórum Social Mundial visita, dois anos depois, o epicentro dessas revoltas. E encontra processos políticos de mudança abertos, instáveis, caóticos. Na Tunísia, o assassinato, não casual, em fevereiro passado, de Chokri Belaïd, advogado, militante marxista e um dos líderes da Frente Popular – que aglutina diferentes organizações de esquerda que reivindicam no seu programa não apenas mais democracia como mais justiça social – marcou um ponto de inflexão. O primeiro assassinato político da jovem democracia tunisina, que representou um duro golpe para a sua sociedade e que deu lugar a novas mobilizações contra o auge da violência no país.


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